Curitiba não era uma cidade cosmopolita. Ninguém sabia muito quase nada do resto do Brasil por exemplo, muito menos do Rio. Curitiba andou se transformando com tantas empresas de fora que vieram, tantas pessoas de fora que vieram morar e interagir com eles. Eles eram educados, silenciosos, falavam pouco, para quem não sabia acessá-los eram até antipáticos para um padrão carioca de simpatia. Para mim sempre foram legais, sempre soube acessá-los e sempre eles me encantaram e eu mais ainda a eles. Eis que neste verão passado, nos primeiros dias de fevereiro, com sol aberto, um calorão lá mesmo em Curitiba, eu estava no aeroporto me arrumando para vir embora. Entrei na lanchonete, pedi um sucão, estava tomando, quando ouvi a palavra mágica: açaí!!
Aí, perguntei na hora:” Vocês têm açaí?” A gentil senhora me respondeu no balcão que sim!!! A´me animei muito, pois pensei, com esse calor, tudo o que eu quero é um açaí. Perguntei de novo: “Como é que vocês fazem ele aqui?” Ela muito calmamente me disse assim: Batemos com leite!!!
Eu falei: Ui!!! Com leite!!! Ela respondeu com ar de tristeza: É senhora, tem gente que gosta e aí ela continuou…Não fica igual ao do Rio não!!! Me explicando que não era o que eu buscava, não….Afinal, ela uma senhora que trabalha no aeroporto, muito cosmopolitamente, reconheceu meu sotaque e enstusiasmo com o açaí e também o meu espando ao dizer ouvir que o açaí era com leite…
(o que os Paraensens não pensariam!!!). Nós no Rio que nos apoderamos do açaí, inovando na maneira de tomar, batido com guaraná, com frutas, banana, granola, de formas nunca usadas no seu lugar de origem, Pará, agora eu, me chocava um pouco de imaginar o açaí com leite. A senhora do aeroporto tentou me consolar, mas me avisou, não vai ficar como no Rio….Achei tão divertido, ela saber como gostamos no Rio!!!
Adrias Adriana de Albuquerque Maranhão











